116 anos de Favela, uma história resumida que se iniciou na Providência

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O Morro do Livramento, na sua parte mais alta, chama-se Morro da Providência…

A Providência alastrava-se escorrendo pela lateral à direita para a Rua dos Cajueiros e na lateral à esquerda para Rua Barão da Gamboa.  A configuração visual paisagística era assim: um lado às cadeias de montanhas que servem a cidade do Rio de Janeiro representando o marco verde e o outro, a larga Bahia de Guanabara e suas enseadas, o mar. Continuar lendo

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Jornalismo em quadrinhos nas favelas cariocas

O governo do Estado do Rio de Janeiro segue com seu processo de “pacificação” das favelas cariocas, iniciado em 2008 no Morro Dona Marta, em Botafogo, bairro localizado na zona Sul da cidade, região privilegiada onde moram as classes média e alta. A última a receber as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) foi a Rocinha, localizada entre a Gávea e São Conrado e o entreposto mais lucrativo do tráfico de drogas na cidade, que fatura em torno de R$ 10 milhões. Com os preparativos para a ocupação da favela que tem 100 mil moradores, ocorrida no último final de semana, os traficantes tentaram escapar de carro, em um comboio feito por policiais corruptos (a um custo de R$ 2 milhões) quando foram detidos pela polícia no fim da tarde da última quarta, 9 de novembro. O trunfo maior da polícia, porém, se deu no começo da madrugada, quando Nem, o chefe do tráfico na localidade, foi detido no porta-malas de um carro, e teria oferecido R$ 1 milhão em troca de sua liberdade. Continuar lendo

Morro da Favela ganha edição em inglês e francês

ImagemMorro da Favela, biografia em quadrinhos do fotógrafo carioca Maurício Hora feita pelo quadrinista André Diniz, vai ganhar edição em inglês e francês neste ano. Uma possível edição espanhola está quase definida. A notícia, que apareceu no site da editora inglesa Self Made Hero, pegou o quadrinista de surpresa, que não esperava a divulgação agora no início de 2012. Um dos melhores álbuns publicados no ano passado, Morro da Favela sai na Inglaterra em junho com o título Picture a Favela e a mesma capa da edição nacional. Na França, o livro sera editado pela Des ronds dans l’O editions ainda sem data de lançamento. A tradução para o inglês foi feita por Verônica Fernandes, já a versão em francês ficou a cargo de Valérie Lengronne.

site da editora inglesa apresenta assim a obra: “A Brazilian photographer battles against his family’s criminal background and dedicates his life to art. André Diniz tells the extraordinary story of Maurício Hora, who lives in one of the most dangerous slums (favelas) in Rio, Brazil. In spite of the odds, Hora has made a name for himself internationally as a photographer. We are led from his challenging childhood living with his drug dealer father up to the present day”.

A seguir, o autor fala sobre a tradução.

Como surgiu a oportunidade de publicar na Inglaterra?

André Diniz. Foi correndo atrás mesmo, tanto eu daqui do meu canto, em tentativas de contato via e-mails, partindo do zero, até a Barba Negra, editora que publicou o álbum no Brasil, contatando e viajando até a Europa para profissionalizar esses meus primeiros contatos que começaram meio no improviso. Foi uma surpresa bem gratificante, pois era um passo incerto.

Ela será a mesma que saiu aqui?

André Diniz. Basicamente, sim. ALguns detalhes da edição, eu mesmo não sei…

Vai pessoalmente lançar o livro lá?

André Diniz. Infelizmente não… Quero estar lá nos festivais e principais eventos, mas só no ano que vem.

O que espera desta edição?

André Diniz. Além da satisfação de levar essa história que tanto me deu satisfação em fazer para outros países e idiomas, é um passo maravilhoso na minha estratégia de carreira como autor, que inclui justamente abrir espaço no mercado exterior também. Quanto a isso, já estão se abrindo novas possibilidades, o que é fascinante.

Conhece o mercado inglês e o francês? Se sim, no que eles se aproximam e no que se distanciam da nossa realidade?

André Diniz. Não conheço o mercado inglês… Tenho muito mais referências sobre o mercado francês, embora mesmo sobre esse só de um tempo pra cá eu desfiz algumas impressões erradas que tinha. Uma delas era justamente sobre ele ser muito fechado a novos estilos, o que caiu por terra com o Morro da Favela sendo publicado lá.

Fonte: Riocomicon